Atividade 3ºano
Rio + 20
O País pretende marcar posiçãoem favor do desenvolvimento sustentável ao realizar a Conferência das Nações Unidas em junho. Mas a falta de uma agenda clara e as divergências em torno da legislação ambiental são obstáculos
Izabelle Torres
Cercado de divergências e sem conseguir reduzir os efeitos da sua própria guerra interna em torno da legislação ambiental, o Brasil vai sediar em junho do próximo ano a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Será a chance de o País mostrar sua relevância nas discussões mundiais e um teste da capacidade brasileira de avançar além do protocolo de boas intenções. Ao que tudo indica, porém, o governo terá dificuldade em convencer a comunidade mundial sobre seus avanços no combate ao desmatamento e no cumprimento de acordos, como o que previa a redução da quantidade de enxofre no diesel. O Brasil ainda terá de carregar nas costas o peso do novo Código Florestal, aprovado pelo Senado e prestes a ser modificado na Câmara para atender aos anseios ruralistas. A própria cúpula do governo incumbida de montar a imagem que será apresentada na Rio+20 está preocupada com a repercussão dos altos índices de desmatamento registrados no País. De acordo com o estudo apontado pelo sistema Prode, que mede os números de derrubada de vegetação a cada ano, em 2011, Estados como Mato Grosso e Rondônia apresentaram uma preocupante evolução de desflorestamento. Mato Grosso registrou aumento de 20% e Rondônia dobrou a taxa de desmate em relação a 2010. “O Brasil enfrenta dificuldade com o desmatamento e com a falta de tecnologia no uso da terra”, afirma o presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin. “A agenda apresentada pelo governo para a Rio+20 deixa muito a desejar e, sinceramente, não acredito que saiam desse encontro avanços significativos que possam substituir o Protocolo de Kyoto”, avalia Klabin.
Apesar de ainda não ter alcançado suas metas ambientais e das divergências em relação ao Código Florestal, o governo acredita que será possível promover um evento de peso e amplitude internacional. O primeiro passo foi dado. Depois de ser informada de que lideranças mundiais não iriam comparecer ao Rio de Janeiro porque a data da conferência coincidiria com os festejos de 60 anos da coroação da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, que acontece em 5 de junho, a presidenta Dilma Rousseff conseguiu a concordância da ONU para adiar o evento para 20 de junho. Vencido o obstáculo da presença das autoridades, o governo tenta agora preparar uma lista de feitos para mostrar durante a Rio+20 e corre para viabilizar projetos que contem a seu favor na hora de enumerar os avanços brasileiros. A partir de abril, por exemplo, o Rio de Janeiro deverá ser o primeiro Estado a receber a Bolsa Verde. O projeto consiste em um pacote de cooperações para garantir, entre outras coisas, reposição florestal e tratamento de efluentes industriais. “Temos inegáveis avanços que credenciam o País para a Rio+20”, diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “Eles são observados nas áreas de democracia e participação popular, estabilidade econômica, inclusão social e conservação ambiental.” O Brasil, segundo a ministra, tem experiên-cias inovadoras em matéria de sustentabilidade, como a Bolsa Verde e o Fundo Amazônia. A convicção da cúpula governista não é a mesma dos parlamentares envolvidos nos preparativos para a conferência. “Imagine que, em vez de mostrar avanços, o Brasil terá de explicar o porquê do retrocesso na legislação ambiental, que era considerada uma das melhores do mundo”, diz o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), relator da Subcomissão Especial Rio+20 da Câmara. A preocupação com a imagem que o Brasil irá deixar para o mundo durante a conferência está servindo de argumento para os ambientalistas tentarem convencer a presidenta Dilma Rousseff a vetar a proposta de Código Florestal a ser aprovada pela Câmara. “Até mesmo as boas iniciativas serão engolidas pelo massacre que o novo código vai trazer para as florestas. Na Rio+20 as autoridades vão perceber que desmatar nossas florestas virou um negócio muito lucrativo”, critica Marcio Astrini, coordenador do Greenpeace. O clima de tensão gerado durante as discussões sobre a nova legislação ambiental é uma demonstração clara de que o País está muito distante de encontrar o caminho da conciliação entre meio ambiente, agronegócio e desenvolvimento econômico. Resta saber se, em junho, o mundo se convencerá de que o Brasil, apesar de tudo, está cumprindo seu papel em busca do desenvolvimento sustentável.
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1. A Rio+20 foi uma conferencia das naçoes unidas em que o Brasil foi a favor do desenvolvimento sustentavel onde a falta de acordo em torno da legislaçao ambiental foram obstáculos, foi de grande impotancia pois o Brasil mostrou sua preocupaçao com meio ambiente e avançou em um protocolo de boas intensoes,onde reuniu líderes de todo o mundo que discutiram meios de transformar a natureza em um melhor lugar para se viver e mostraram tambem uma certa preucupaçao com as futuras geraçoes que estarao por vir pois elas nessecitarao de uma natureza preservada, e para isso deveria surgir um acordo para acabar com o desmatamento das florestas. O Pais tava passando por diversas dificuldades por falta de consciencia das pessoas ou seja com o desmatamento e a falta de tecnologia no uso de terras por isso todos os brasileiros esperam a ajuda de todos na preservaçao do meio ambiente.http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/desenvolvimento_sustentavel.htm http://www.brasilescola.com/geografia/protocolo-kyoto.htm http://hotsite.mma.gov.br/rio20/
ResponderExcluirElissandra Sales 3º ano EM
Será que o Brasil está reparado para sedir este evento? Como ele irá apresentar ao mundo uma proposta, sendo que está esta dividindo opiniões. O novo código favorece a economia, já que este propõe a redução de 80% para 50% da área nativa e ainda, a crianção do direito de exploração em terras já devastadas. Na minha opinião, acredito que deve ser feita uma lei para balancear os dois lados: A economia e a preservação, para que ambos os lados sejam beneficiados.
ResponderExcluirPara saber mais: http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/node/955
Amanda Spiller 3º ano EM
O resultado está espelhado nos documentos preparados pela ONU para a Conferência Rio+20. Neles recolhem-se informações importantes sobre inovações de cuidado ambiental mas as propostas que fazem — resumidas no conceito de economia verde — são escandalosamente ineficazes e até contraproducentes: convencer os mercados (sempre livres, sem qualquer restrições) sobre as oportunidades de lucro em investirem no meio ambiente, calculando custos ambientais e atribuindo valor de mercado à natureza. Ou seja, não há outro modo de nos relacionarmos entre humanos e com a natureza que não seja o mercado. Uma orgia neoliberal.
ResponderExcluirhttp://centrodeestudosambientais.wordpress.com/tag/conferencia-das-nacoes-unidas-sobre-o-desenvolvimento-sustentavel-rio-20/
Nadyne Girão. 3°ano EM Seráfico
Por mais que o Brasil seja um país que foi e é referência em conferências internacionais do meio ambiente, antes de podermos discutir a respeito sobre problemas em escala global, seria necessário resolver os nossos próprios problemas ambientais de uma forma mais rápida e objetiva, como os altos índices de poluição que as cidades industriais soltam nos rios e na atmosfera, o alto índice de desmatamento no Pará e no Mato Grosso do Sul e principalmente, a demora na aprovação do novo código florestal brasileiro, que teve que ser modificado para atender os interesses dos grandes latifundiários e pecuaristas brasileiros.
ResponderExcluirClaudio Erllon, 3º EM
Em junho, o Brasil sediará a Rio+20, conferência da ONU que reunirá líderes do mundo todo para discutir meios de transformar o planeta em um lugar melhor para se viver. O evento será realizado no Rio de Janeiro, 20 anos depois da Eco92, ai fica a grande questão, será que o Brasil tem estrutura suficiente pra isso ? Apesar de ainda não ter alcançado suas metas ambientais e das divergências em relação ao Código Florestal, o governo acredita que será possível promover um evento de peso e amplitude internacional.
ResponderExcluirJuliana Furtado 3ºAno
Brena Lopes:
ResponderExcluirA reunião acontecerá no Rio de Janeiro, exatamente 20 anos depois de outra conferência internacional que tinha objetivos muito semelhantes: a Eco92, também promovida pela ONU, na capital fluminense, para debater meios possíveis de desenvolvimento sem desrespeitar o meio ambiente.
-O objetivo do rio 20 é assegurar um comprometimento político renovado com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.
Os dois temas em foco na Conferência serão: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.